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Hades – Antevisão

Hades: Um roguelike do submundo

Enquanto crescia nunca tive um computador por aí fora, que fosse capaz de correr os mais recentes shooters, ou o último arcade racer. Por essa razão, fui desenvolvendo uma paixão por roguelikes. Este tipo de jogos que, para quem não sabe, são jogos em que se inicia uma partida, com duração aproximada de uma hora e meia, na qual nos desafiamos a ir o mais longe possível sem perder. Se conseguirmos terminar o jogo, começa-se a sequência novamente, sempre com variáveis distintas.

Todas as vezes em que se joga são diferentes e os métodos de progressão são tendem a orientar a dinâmica para o desbloqueio de itens, de personagens, de novos andares, entre outros.

Estamos, então, perante um sistema de jogo leve, simples e… não há nada de errado com isso!

Aliás, alguns dos meus jogos favoritos seguem esse mesmo padrão. Mas eu queria algo mais… Um roguelike diferente, em que sentisse que a minha personagem pode a crescer em poder, progressivamente, ao longo da partida, e não apenas encontrar o item mágico que me conduz em êxtase até à vitória.

Eis que um dia, o meu YouTuber e Streamer favorito (Northernlion) me trouxe à atenção um jogo que escolhi ignorar há mais de um ano, mais concretamente desde 6 de dezembro de 2018: Hades.

Produzido pelo estúdio Supergiant, Hades é um roguelike, RPG de ação em early access, cuja estética não foge ao que este estúdio nos habituou. Tal como nos títulos anteriores – Bastion, Transistor e Pyre -, este jogo oferece-nos uma perspetiva top-down, o que a este ponto se configura como uma marca do estúdio. Não obstante, atrevo-me a dizer que este é melhor projeto que este grupo alguma vez nos trouxe, uma vez que todos os aspetos do jogo são impressionantes, desde a música, ao design gráfico, passando pela jogabilidade e principalmente, o que faltava aos roguelikes que jogara previamente, isto é, o aumento gradual de poder durante as partidas e na história em geral.

Não há muito que consiga adiantar do ponto de vista do espetador, uma vez que ainda não tive a oportunidade de experienciar o jogo, mas o que vi até agora deixou-me fascinado. A história deste roguelike, como o nome indica, baseia-se na mitologia grega.

Jogamos como Zagreu, filho do deus do submundo, Hades, daí o título.

Este quer encontrar sua mãe e, para isso, tem de fugir da casa do seu pai. Durante a sua aventura, o jovem tem que agradar aos deuses, como Zeus, Poseidon, para lhe darem favores e assim gradualmente crescer em poder para poder ultrapassar os obstáculos impostos pelo seu progenitor enquanto avança. O jogo apresenta um conjunto amplo de armas diferentes, o que providencia cinco estilos de jogo distintos e existe um elevado conjunto de elementos a desbloquear, desde decorações para o nosso quarto, melhorias permanentes de armas, skills da personagem e muito mais.

Um projeto interessante, sem dúvida, do qual não posso esperar para ver qual será o resultado final. Até lá, recomendo que deitem um olho a este fantástico jogo, ou testem-no por vossa conta!

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alex1440

alex1440

Cargo: Indie Gamer
Naturalidade: Rio Tinto

Atualmente estudante no ISEP a realizar uma licenciatura em Engenharia Eletrotécnica de Sistemas Elétricos de Energia.

Tenho uma certa afinidade a jogos indie, inicialmente devido a limitações de hardware, mas o gosto nunca desapareceu. Também sou um grande amante de cinemas. Em geral uma apreciação e curiosidade por coisas novas.